Fósseis

Os fósseis são talvez dos vestígios do passado aqueles que mais interesse têm suscitado ao Homem. Uma folha “em pedra”, pegadas, dentes, esqueletos, peixes e conchas marcados nas rochas… é algo que nos marca a memória e, de certo modo, nos desperta a imaginação.

Fósseis são restos  de seres vivos (ou vestígios da sua actividade) que ficaram preservados nas rochas.

Como restos, consideram-se os ossos, conchas, folhas, enfim, tudo o que possa ter feito parte do corpo do organismo. A partir da análise deste tipo de fósseis, podemos saber como era o aspecto geral dos seres vivos.

Concha fossilizada de uma amonite do género Lytoceras

Insecto preservado em âmbar (resina fossilizada)

Tronco de árvore fossilizado

Dentes de tubarão fossilizados

Folhas de uma planta fossilizadas

Trilobite fossilizada. As trilobites eram animais parecidos com os “bichos de conta” (mas um pouco maiores… bem maiores) que se deslocavam no fundo dos mares do Paleozóico.

No entanto, pegadas, ovos, coprólitos (fezes fossilizadas) também são considerados fósseis, e no entanto não fazem parte do corpo dos organismos. São vestígios da sua actividade.

Este tipo de fósseis também se chamam icnofósseis e dão-nos informações muito importantes sobre a forma como os seres viviam.

Trilhos de pegadas de dinossauros na Pedreira do Galhina, Vila Nova de Ourém (perto de Fátima). Através da análise dos trilhos podemos saber o tamanho que os animais tinham, se se deslocavam em duas ou quatro patas (estes eram bípedes), se andavam sozinhos ou em grupo (neste caso vê-se que se movimentavam em grupos, mas não muito grandes).

Pegadas de aves fossilizadas

Monograptus – pistas de reptação. As pistas de reptação são as marcas que os animais deixam ao rastejar pelo solo.

Os ovos dão-nos informações sobre a forma como os animais se reproduziam, tais como quantas crias tinham por ninhada, em que condições faziam os ninhos, etc.

Os coprólitos são fezes fossilizadas. Dão-nos informações sobre o tipo de alimentação dos seres vivos.

 

 

Fósseis e Palentologia

O ramo da Geologia que estuda os fósseis é a Paleontologia e os cientistas que estudam os fósseis chamam-se paleontólogos.

Paleontologia parece uma palavra muito esquisita. Contudo, tem uma razão de ser.

Resulta da união de duas palavras gregas: Paleo (que significa antigo) e Onthos (que significa ser, neste caso ser vivo).

-Logia é o sufixo comum ao nome de todas as ciências e vem também de uma palavra grega: Logos, que significa Ciência, ou conhecimento.

Então Paleo (antigo) + Onto (ser) + Logos (ciência) = Paleontologia (Ciência que estuda os seres antigos).

Tem lógica, ou não?

 

A importância dos fósseis

Enquanto registos do passado, os fósseis são extremamente importantes porque nos dão informações sobre o passado do nosso planeta, de um modo particular:

– Quais os seres vivos que habitaram o nosso planeta e o modo como viviam
– Como é que a vida evoluiu na Terra
– Quais eram as condições do nosso planeta no passado

 

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Como se forma um fóssil?
– Processos de fossilização

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